quinta-feira, 20 de maio de 2010

Homeopatia e Religião

É comum encontrar situações em que as pessoas perguntam se há relações entre a Homeopatia e alguma religião. Imagino que isto aconteça porque muitos leigos pensam que para a Homeopatia funcionar é necessário acreditar, tendo esta pergunta eu mesmo presenciado certa vez. É importante deixar claro: a Homeopatia é uma ciência, seus fundamentos não são baseados em nenhuma religião, e não é necessário acreditar em nenhuma delas, teísta ou não, para que os medicamentos funcionem, ou mesmo no fato que eles funcionem, para obter algum efeito. Prova disto é o efeito do tratamento homeopático em animais, que até onde eu saiba não possuem religião ou convicção no funcionamento do medicamento. Conheço pessoas de diferentes religiões, e até mesmo ateus, que concordam no mesmo ponto: a Homeopatia funciona.

A imaginação humana é posta a prova sempre que não encontra uma explicação clara para um assunto qualquer. No caso do funcionamento do medicamento homeopático, a química é categórica. Não existe ação por este caminho. Surge então as mais variadas explicações sobre o processo, muitas incuindo a presença divina. Mas se procurarmos em algumas outras fontes, encontraremos respostas peculiares.

Hahnemann, o criador da Homeopatia, deveria ser sempre o primeiro a ser consultado em casos assim. Infelizmente, é comum ser o último. Ele diz claramente sobre o funcionamento dos medicamentos que não sabe porquê funciona, mas não deixaria de usar algo que sabe que funciona, e para o que serve, por este motivo. Este exemplo mostra o aspecto prático que ele utilizava para resolver seus problemas, usando uma aproximação positivista do assunto. As discussões metafísicas do processo foram deixadas de lado por ele, pois sabia que este enfoque seria estéril.

Do ponto de vista da física moderna, encontramos outra situação. Com os estudos mais recentes acerca das estruturas moleculares e suas propriedades íntimas, abrem-se novas possibilidades para avaliação. Apesar de estudos na área já terem sido elaborados, a comunidade científica ainda é relutante em aceitá-los, mas para qualquer um que assistiu o filme "Quem Somos Nós", que ficou famoso algum tempo atrás, ou ainda alguma coisa sobre o gênero, fica clara a possibilidade de funcionamento da Homeopatia por este caminho.

No final, resta a conclusão que, se não sabemos a explicação para determinado fenômeno, não significa que ele não ocorra, ou que sua ocorrência é marcada por uma intervenção divina direta, mas que somente este campo de conhecimento ainda não foi devidamente explorado. Talvez as correlações feitas entre Homeopatia e religiões sejam interessantes e até úteis, se formos avaliar do ponto de vista da satisfação da curiosidade, mas nunca elas devem ultrapassar esta linha de ação pessoal e influenciar nos aspectos práticos da técnica.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O que é cura?

Muitas vezes, durante um tratamento, surgem as perguntas relativas ao prognóstico do caso. Geralmente é o clássico "mas ele(a) vai ficar bom?", mas podem assumir outras formas, dependendo do caso. "Ele(a) vai sofrer" é uma derivação comum. Quais as possíveis respostas neste momento? As respostas dependem de tantos fatores que é impossível uma previsão acurada. O máximo que se pode dizer com certeza é que dependerá da predisposição individual, mas isto também não responde muito. É importante, nestas ocasiões, lembrar da pergunta: o que é cura?

Não é sensato esperar respostas semelhantes de animais jovens com febre e de animais idosos com neoplasias em estados terminais. Mas também é fatalista demais dizer que um caso não tem cura. Claro que em algumas situações não se espera que a doença crônica se resolva, como que por mágica, mas se a avaliação do conceito de cura for revista, pode-se então alcança-la com relativo sucesso.

O caso do Tuco se encaixa aqui, para ilustrar a situação. Tuco foi um boxer bastante simpático, no qual se diagnosticou um tumor no cérebro, de aproximadamente 2 cm. em decorrência disto ele sofria de algumas convulsões. Ao se iniciar o tratamento, tinha-se em mente que a resolução completa do caso era muito difícil de ser alcançada, mas não por isso ele não foi tratado. Tuco teve, com o tratamento, mas alguns meses de vida com qualidade. Somente nos seus dois últimos dias de vida que as convulsões voltaram. No exame necroscópico, verificou-se que a massa tumoral comprimia marcantemente o encéfalo devido ao seu tamanho, a ponto de se afirmar que não se sabia como ele mantinha vida normal até ali.

A primeira vista, parece que não houve cura neste caso, pois o animal veio a óbito. Porém, considerando as circunstâncias e perspectivas de tratamento fora da Homeopatia, houve uma cura neste caso, pois Tuco pôde exercer as suas atividades normais por um tempo prolongado perto do que se esperava sem tratamento.

Neste caso, considera-se cura como a transformação de um estado mórbido em um estado saudável, e colocando a definição de Hahnemann de Saúde como o estado em que o ser pode alcançar os mais altos fins de sua existência (lembrando que o foco aqui são humanos). Quem pode dizer que os objetivos não foram alcançados?

terça-feira, 2 de março de 2010

Tratamento contra pulgas em neonatos

Um colega da faculdade me disse certa vez que não acreditava em Homeopatia, como se isso fosse questão de crença. Quando questionei sobre o fato de existirem exemplos de eficácia na medicina veterinária, visto que a explicação dele para o funcionamento em humanos baseava-se em efeito placebo, ele disse que era o efeito placebo no dono, que se tranferia, por algum tipo de indução, para o animal. Lendo em alguns sites na internet sobre as críticas à Homeopatia, encontrei a mesma teoria exposta como verdade absoluta.
É preciso só um pouco de bom senso para perceber que esta explicação é mais absurda do que dizer, sem nenhum conhecimento sobre o assunto, de que a Homeopatia funciona, ou não. Claro que tendo algum conhecimento dos fatos, não é difícil perceber que esta funciona.

De qualquer maneira, esta história me voltou à memória esses dias, quando uma amiga minha me ligou pedindo uma indicação sobre um caso de infestação de pulgas em cães recém nascidos. Estes ainda estavam com a mãe, que os amamentavam e que também sofria com os parasitas. Seguindo a indicação de Hahnemann, o medicamento foi administrado somente à mãe, pois o metabolismo de um lactente não responde corretamente aos medicamentos dados diretamente, mas tem uma boa resposta ao beber o leite da mãe tratada. Em alguns dias, ao questionar esta amiga sobre o estado dos filhotes, esta me respondeu que grande parte das pulgas haviam morrido, e as que ainda viviam estavam lentas, e era simples tira-las com a mão.

Voltando ao caso do meu amigo, o questionamento que fica é se eu consigo, através de placebo, influenciar as pulgas que, sabendo do tratamento, seriam induzidas ao suicídio. O tratamento alopático para pulgas consiste em envenená-las, e em nenhum momento considera a imunidade do animal como fator decisivo. Portanto, fica complicado para um crítico da Homeopatia explicar, por essa teoria, como houve tal indução.
Nota: Eu não expus qual foi o medicamento utilizado intencionalmente, para não criar idéias falsas sobre a Homeopatia. Mesmo que funcione em grande parte dos caso, não é em todas as circunstâncias que um medicamento resolverá problemas específicos, como o de pulgas. Dependerá, sempre, de fatores diversos, que podem alterar até a mais simples das indicações.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Método Plus

O Método Plus consiste em diluir os glóbulos do medicamento indicado em uma certa quantidade de água, que será administrada ao paciente em intervalos curtos, por um período de tempo pré-determinado.

Este é um ponto bastante importante para elucidar dúvidas que são comuns durante o período de aproximação entre paciente e Homeopatia. Frequentemente é utilizado para o tratamento os "glóbulos diluídos em meio copo de água, a cada dez minutos", e muitos questionam a real importância deste fato, ou não sabem como proceder quanto aos detalhes do procedimento.

É vital ressaltar por quê ser feito o Método Plus. Este serve para reforçar o efeito do medicamento sem repetir exatamente a mesma potência já usada. Em doenças agudas, em que o plus é requisitado, o organismo doente esgota com grande velocidade o poder medicamentoso ao qual foi exposto, portanto é imprescindível administrá-lo novamente em intervalos curtos, se o objetivo for manter o efeito por um tempo prolongado.

Quanto à necessidade de não se repetir a potência já utilizada, a relevância deste motivo advém dos escritos do próprio criador da Homeopatia. Na sexta e última edição de sua mais importante obra, o Organon da Arte de Curar, Hahnemann enfatiza este fator, baseado em suas observações clínicas. Dizia ele que quando as doses são dadas repetidamente sem nenhuma alteração por meio da dinamização, a segunda dose anula total ou parcialmente o efeito da primeira, atrasando a obtenção de resultados.

Isto acontece porque a Homeopatia funciona pelo chamado Efeito Rebote, ou Ação Paradoxal. A ação primária do medicamento causa uma doença artificial no organismo, que gera deste uma resposta para tentar neutralizar o remédio. Esta resposta é exatamente o que espera o homeopata, e o que ocasionará a cura.

Porém, se uma dose exatamente igual do medicamento for administrada logo a seguir, o organismo a reconhece de imediato, pois já teve contato com uma idêntica, e neutraliza seu efeito, parando de responder ao tratamento. Uma alteração desta dosagem, por mais leve que seja, faz com que o corpo não reconheça o medicamento e reaja à ele, acelerando assim a cura, pois não mais o estímulo é igual, mas apenas semelhante.

Vale relembrar que o funcionamento do medicamento homeopático se dá por estímulo físico, não químico. Desta maneira, o fato de agitar um tanto a diluição, apesar de não alterar a "concentração" da mistura, faz com que a frequência de vibração do medicamento seja alterada o suficiente para causar uma resposta diferente do organismo.

Uma dúvida comum sobre o Método Plus é sobre sua "validade". Uma vez diluído, o medicamento tem um efeito satisfatório por três dias, e não é preciso diluir mais dois glóbulos toda vez que se queira efutuar o tratamento.

Caso haja interesse em entender mais sobre a frequência de vibração dos medicamentos, existe um trabalho de doutorado no Instituto de Física da Universidade de São Paulo que explica este fenômeno. É só pedir uma cópia por e-mail que eu o envio.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Gripe Suína, mais uma vez

Eu não precisei me esforçar muito para encontrar essas notícias na internet. A vacina para esta gripe foi desenvolvida em, se eu não me engano, uns 6 meses, enquanto o tempo padrão para o procedimento é de, no mínimo, um ano.

Não é uma surpresa, portanto, que artigos assim surjam pela internet...

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Rejeição em Massa contra Vacina da Gripe Suína continua por toda a Europa (via Infowars)


(traduzido com o Google Translate)

A rejeição em massa da vacina contra a gripe H1N1 continua na Europa, motivada por temores sobre a segurança da vacina, com percentagens muito baixas de pessoas dizendo que pretende fazer.

Na França, uma sondagem publicada no jornal Ouest-France Dimanche e relataram sobre a maior do país jornal Le Monde, revela que apenas 17% da população agora pretende se vacinar.

Uma tradução aproximada do artigo diz o seguinte:

Segundo uma sondagem publicada no domingo no oeste da França, apenas 17% do francês irá considerar a ficar vacinado contra a gripe H1N1. Em meados de setembro, 55% dos entrevistados disseram que vão se vacinar. Quase um em cada dois entrevistados se opõe claramente à vacina.

A evolução desses números pode ser explicada pela redução da ansiedade sentida ao longo dos vírus. Um mês atrás, 32% dos entrevistados disseram estar “preocupados”, esse número caiu para 16%.

Os números vêm na sequência dos esforços em nome de nove pessoas que foram apresentadas acusações formais, os tribunais franceses, alegando que a campanha de vacinação em massa H1N1 é uma tentativa deliberada para envenenar a população francesa.

A queda nos números dispostos a tomar a vacina espelhos que na Alemanha, onde apenas 13% agora dizem que estão dispostos a levar o tiro, abaixo dos 51% em julho.

Rejeição da massa da vacina da gripe suína continua durante toda a Europa FOTR 340×169 PP

Enquanto isso, a mídia estatal na Áustria relatórios que ontem, no primeiro dia da vacina H1N1 se tornaram disponíveis, menos de dez pessoas foram centros de vacina na quarta maior cidade do país, Salzburgo.

“A situação da organização é o mesmo que se você convidar pessoas para uma festa e você não sabe se deve fazer três ou 5.000 sanduíches.” Norbert Muss, o médico-chefe da associação regional de seguro de saúde comentou.

Os relatórios Flu Processo site que uma pesquisa a ser publicada ainda esta semana, no Luxemburgo, indica que 77% do país não tem a intenção de obter a vacina, enquanto 15% estão indecisos.

Além disso, o site sugere que programas de rádio fora da Polônia revelaram apenas 3% da população de Cracóvia, um dos países maiores cidades, o plano de tomar a vacina.

Rejeição em massa da vacina tem sido relatada em toda a Europa, com grandes porções de dinamarqueses, finlandeses, espanhóis, belgas e holandeses e britânicos também dizendo que eles não têm a intenção de levar o tiro.

O número de refusniks deverá aumentar na sequência de relatórios na semana passada de efeitos colaterais graves e até mortes na Suécia e Bulgária, que pode ter sido associada com a vacina.

Significativo recusa da vacina também é abundante entre as populações de os E.U., Canadá e China.


Fonte: http://gripedoporco.com.br/2009/10/28/rejeicao-em-massa-contra-vacina-da-gripe-suina-continua-durante-toda-a-europa-via-infowars/

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Mortes por gripe suína dobram a cada 2 semanas na Europa


O número de mortes pela gripe suína H1N1 na Europa vem dobrando a cada duas semanas desde meados de outubro e 169 pessoas morreram em decorrência do vírus na semana passada, afirmaram especialistas em vigilância epidemiológica na segunda-feira.

O Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças (ECDC), com base em Estocolmo, disse que foram registradas 670 mortes em abril e todos os 31 países da União Europeia e da Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) já registraram casos do vírus.

"O número de mortes... apresenta um aumento constante - quase dobrando a cada quinzena ao longo das últimas seis semanas", informou o centro na sua atualização diária. "Embora a maioria das mortes até agora tenha ocorrido na Europa Ocidental, há um crescente número de mortes sendo registrado na Europa do Leste e Central".

As campanhas de vacinação contra o H1N1 começaram em diversos países europeus nas últimas semanas para tentar conter a propagação do vírus, declarado pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em junho.

Os programas de imunização, no entanto, enfrentam níveis ambíguos de percepção e oposição provenientes de lobistas anti-vacina, de acordo com a Sociedade Europeia de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas (Escmid). Ela afirmou que esse tipo de oposição coloca "a saúde pública e vidas" em risco.

"Ninguém pode arcar em ser complacente ou cético sobre os benefícios da vacina contra o H1N1", disse o presidente da Escmid, Javier Garau, em um comunicado. As sérias consequências de evitar a injeção da gripe precisam ser consideradas...e os médicos precisam deixar claro o papel de segurança e de proteção vital que a vacina tem de desempenhar.

A OMS afirmou na semana passada que governos de várias regiões do mundo já administraram mais de 65 milhões de doses da vacina H1N1. Efeitos colaterais comuns da vacina incluem inchaço, vermelhidão ou dor no local da injeção, e às vezes febre ou dor de cabeça, mas a OMS descartou qualquer relação de morte com a vacina.

O ECDC registrou uma "intensidade muito alta" de doenças do tipo da gripe na semana passada na Itália, na Noruega e na Suécia, e disse que a intensidade era "alta" na Bulgária, na Dinamarca, na Alemanha, na Islândia, Irlanda, Lituânia, Luxemburgo, Polônia e Portugal. O restante da Europa apresentava no geral intensidade "média".

Reuters


Fonte:http://noticias.terra.com.br/gripesuina/interna/0,,OI4117369-EI13839,00-Mortes+por+gripe+suina+dobram+a+cada+semanas+na+Europa.html

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Cinco pessoas morrem na Suiça após vacina contra gripe suína

Cinco das sete mortes em decorrência da gripe A (H1N1) na Suíça ocorreram após as vítimas terem sido vacinadas. A informação é do organismo suíço regulador de remédios, Swissmedic. O órgão, no entanto, descarta a relação com a vacina afirmando que todos os pacientes eram maiores de 60 anos e que quatro sofriam de doenças crônicas graves. Quatro vítimas tomaram a vacina Pandemrix, fabricada pela empresa farmacêutica GlaxoSmithKline.

Desde o início da vacinação, no final de novembro, foram detectados 197 casos com efeitos secundários da vacina. Deste total, 169 receberam Pandemrix, 25, Focetria e três, Celtura.





Fonte:http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/12/07/e07125202.asp
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Se por um acaso alguem viu o filme do Che Guevara, tem uma parte em que, durante a guerrilha em Cuba, eles promovem a vacinação contra tétano. Quando perguntam ao Che se ele tomou a vacina ele responde que não e nem vai tomar, porque poderia complicar a sua asma.

Aprendemos duarante a faculdade que não se vacina animais doentes, pois isso agrava a doença. Este processo é claramente ignorado, e depois culpa-se a doença dos senhores, que foram assassinados pela desleixo dos médicos em questão.

Na veterinária, o estímulo para a vacinação é tão grande que não é incomum que encontremos a mesma situação; animais com doenças debilitantes que são agravadas pela vacinação,, inclusive levando-os ao óbito, já que todos esquecem o que aprenderam na faculdade, ou lembram somente o que lhes for conveniente.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ministério da Saúde questiona eficácia do Tamiflu

Levantamento preliminar realizado com pacientes graves com suspeita ou confirmação de gripe suína no Rio Grande do Sul levou o Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual a relativizarem a importância do oseltamivir (Tamiflu) no combate à doença. Os dados mostram que o número de mortes foi semelhante entre os doentes que receberam o remédio nas primeiras 48 horas, como recomenda a bula, e após esse período.

De um total de 83 pacientes avaliados, 36,1% foram medicados com o Tamiflu nas primeiras 48 horas, 38,5% depois desse período e 25,3% não o receberam. No entanto, os dois primeiros grupos tiveram número semelhante de mortos: 12 e 14, respectivamente. Entre aqueles que não tomaram a droga houve apenas seis mortes. Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Gerson Penna, os dados desfazem o mito em torno do remédio. "Só o que salva é a vacina", afirmou durante evento sobre a gripe no último sábado, em SP.

O secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, informou, em entrevista por telefone, que o estudo será ampliado e trará mais detalhes. Ele disse que, até o momento, só há evidências, em literatura científica, de que o medicamento reduz um pouco a duração dos sintomas. "Você não tem um trabalho ainda que mostre que diminui o número de mortes." A infectologista Nancy Bellei, do comitê de influenza da Sociedade Brasileira de Infectologia, alerta, porém, que o pequeno número de casos avaliados dificulta conclusões. A especialista destaca ainda que são necessários mais detalhes, como o estado e as características dos pacientes de cada grupo. "Em pacientes graves é possível que o antiviral não mude o curso da doença."

Terra negou que a falta de remédio possa explicar o porcentual que não tomou a droga ou que a recebeu fora do prazo estipulado na bula. Para ele, esses pacientes demoraram a buscar auxílio. Até agora, foram distribuídos cerca de 824 mil tratamentos no País, de acordo com o secretário do ministério. Penna, porém, reconheceu no evento em São Paulo que há dificuldades logísticas que precisam ser superadas para a chegada de remédios. Segundo o secretário, a malha aérea brasileira, com poucos voos para determinadas regiões, dificulta a descentralização da distribuição de tratamentos.

Em boletim divulgado ontem, o ministério confirma a tendência de queda de casos graves pela quinta semana consecutiva. O número de 35 notificações foi 65 vezes menor do que o registrado no início de agosto. No total, foram notificados desde abril 9.249 casos e 899 mortes, o que coloca o País em quinto lugar no ranking mundial de mortalidade pela doença. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/s/17092009/25/manchetes-ministerio-da-saude-questiona-eficacia.html

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Realmente, o número de casos estudados foi baixo, mas este estudo serve como um indicador interessante dos efeitos do remédio da moda. Enquanto os sintomas são mascarados, a doença continua a se desenvolver. Esta situação é fácil de se observar em doenças agudas, quando os tratamentos apenas evitam os sintomas enquanto o corpo combate tanto a doença como o medicamento.

Mas esse efeito é especialmente notável em doenças crônicas, quando o corpo não possui forças para vencer a moléstia. Os medicamentos funcionam cada vez por menos tempo escondendo os sintomas, chegando esporadicamente à doses absurdas, enquanto a doença se agrava. Nessas situações, se o paciente sobreviver, é apesar do tratamento.

Como todo bom homeopata, eu me oponho fortemente a parte que faz menção a vacina. Em alguma outra ocasião este assunto será melhor debatido.

Quando eu leio essas notícias eu penso, mesmo se a Homeopatia fosse placebo, como tantos difamadores alegam, ainda assim faria melhor em boa parte das situações.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O Calcanhar de Aquiles

Mais uma vez, como a mitologia pode nos ensinar sobre a saúde e doença.


Aquiles era o melhor e mais belo dos heróis gregos que participaram da guerra de Tróia. Parte de sua eficácia em batalha advinha de sua invulnerabilidade, adquirida quando sua mãe, Tétis, o mergulhou no rio estinge. Aqueles que se banhassem neste rio não poderiam ser feridos onde a água os tocasse. Para que seu filho, ainda bebê, nao se afogasse, Tétis o segurou pelos calcanhares, e então esta foi a única parte de seu corpo que poderia ser ferida.

Nenhum mortal sabia sobre seu ponto fraco, mas os Deuses gregos sabiam. Como um herói quase invulnerável que era, venceu todas os combates dos quais participou, matando neste processo um dos filhos de Apolo, além de Heitor, príncipe de Tróia. Páris, irmão de Heitor, dispara então uma flecha, que é guiada por Apolo em direção ao calcanhar de Aquiles, e o mata.

Nota: Apolo era o deus da medicina na Grécia. Seu filho, Asclépio, ocupava esse posto na mitologia romana, diferente do já escrito no texto anterior. Apolo era tembém deus do tiro com arco. Também uma lenda semelhante a essa pode ser encontrada na mitologia nórdica, com o herói Siegfried, ou Sigurd, além de outras mitologias, sempre com um ponto vulnerável pelo qual o personagem é morto.

Novamente, a "moral da história" pode ser aplicada à medicina de forma geral. Todos nós, incluindo nossos animais, possuímos uma espécie de calcanhar de aquiles no corpo. É aquele ponto onde a doença normalmente se manifesta, como em animais que são frequentemente acometidos por otite, ou vômitos, sempre quando a saúde cambaleia. Este ponto não necessariamente é fixo, pois poderá mudar conforme o estágio da vida no qual o animal se encontra. Se este é um órgão vital, como os pulmões ou o coração, é bastante provável que uma afecção neste ponto culmine, algum dia, com a morte do animal.

Saber qual é este ponto sensível na saúde mostra ao homeopata o local mais importante para focar o seu tratamento, já que sempre que um distúrbio se manifestar em um animal, será por ali. Isso permite que estejamos sempre um passo a frente da doença, sabendo de antemão qual medicamento servirá em casos agudos para aquele paciente em especial. Também esse fator permite observar com melhor precisão a evolução de uma enfermidade, pois se algum órgão menos vital do que o primeiro começar a manifestar com mais frequência a doença, durante o tratamento, é sinal de que os riscos à vida do animal diminuem, e desta forma, pode-se dizer que o medicamento foi eficaz.