segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Atendimento em São Paulo - 24/11


Mais uma vez realizaremos o atendimento homeopático com preços populares!

sábado, 20 de outubro de 2012

segunda-feira, 8 de outubro de 2012


Olá!

Hoje vou comentar um pouco a história de um cão, golden retriever, que passou os quatro últimos anos de sua vida tomando Homeopatia.

Ele iniciou o tratamento Homeopático comigo apresentando alguns problemas de pele, muitos carrapatos, engasgos e leve fraqueza nos membros posteriores.

Resumidamente, apresentava uma clínica sugestiva de displasia coxofemoral, espondilose deformante (coluna) e colapso de traquéia (vide texto anterior). Tomava um medicamento alopático para os engasgos já há alguns anos.

Inicialmente foram belos os resultados para os engasgos e para pele. Retiramos aos poucos o medicamento alopático, além da proprietária seguir à risca minhas recomendações quanto à alimentação, higiene, prevenção de carrapatos, vermes e de doenças em geral, e remoção de obstáculos à cura.

Ao longo do tempo foi apresentando muita fraqueza nos posteriores, que, como previsto, se agravava com a idade.

Sempre sob os diligentes cuidados de sua proprietária, reagia muito bem aos medicamentos que eu prescrevia em cada circunstância de sua doença. Melhorava apetite, disposição e a locomoção.

No último ano de sua vida, houve um declínio maior e passou a ficar deitado a maior parte do tempo. Nem por isso formou escaras, conforme seria esperado. Apresentou bicheiras algumas vezes, que eram removidas e a ferida cicatrizava rapidamente.

Na véspera do seu último dia ainda levantou-se para fazer suas necessidades e alimentou-se de um de seus alimentos favoritos.

            Em um quadro semelhante, um cão tratado convencionalmente dificilmente ainda consegue andar, forma muitas escaras e perde o apetite completamente. Sem falar nos efeitos dos medicamentos alopáticos que levam o animal a um quadro de insuficiência renal e a um estado de enjôo constante com vômitos. Tudo se torna tão doloroso que a vontade se sacrificar o animal nesse momento é comum por parte dos donos e dos veterinários. Mas existe outra possibilidade de dar conforto ao animal neste momento inevitável.


Um grande abraço!
Camila Steck

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Colapso de Traquéia


O cotidiano de uma clínica pode ser bastante tranquilo, algumas vezes. Casos dermatológicos simples, alguns vômitos, vacinação... Mas esporadicamente. os veterinários se verão à frente de um problema que parece querer ridicularizá-los. Quando o cãozinho, já tratado com sucesso de todas as outras inúmeras aflições que o atingiram surge com aquela insuportável tosse seca. 

Geralmente piora à noite, quando o responsável chega em casa ou na hora de ir passear. Algumas vezes parece mais um engasgo, outras tomam a forma de acessos violentos que desesperam os humanos ao redor, dando a sensação (para as pessoas e para os animais) de que um sufocamento é iminente. Em alguns casos, uma espuma grossa é formada na boca do cão, dando a aparência de êmese. Temos um caso de colapso de traqueia.

A medicina convencional ainda não chegou a conclusão do que pode causar tal situação, deixando os clínicos desesperados atrás de um paliativo minimamente eficiente. Busca-se uma causa bacteriana, uma inflamação idiopática ou qualquer coisa para a qual exista um tratamento senão definitivo, pelo menos protocolado. Porém, dificilmente se consegue um alívio razoável para esta situação.

De fato, casos assim são responsáveis por um porcentagem altíssima do serviço de homeopatia do Hospital Veterinário da Universidade de São Paulo (HOVET-USP), inicialmente devido a necessidade dos clínicos gerais de tentar uma última alternativa para seus pacientes sofridos e proprietários desesperançosos. Posteriormente, devido ao reconhecimento criado pela experiência prática de que é um tratamento com uma eficácia bastante superior em casos assim.

Como diversas outras condições na área de saúde, não é esperado uma cura completa para o colapso de traqueia, mas é possível estipular um tratamento eficaz durante a crise e organizar uma maneira de reduzir a frequência e intensidade dessas. Isso graças a uma visão diferente sobre saúde, que cria o foco sobre o animal como um todo. Além de agir no ponto afetado, a Homeopatia envolve também situações colaterais, como a ansiedade, muitas vezes presente em cães com este distúrbio. 

O colapso de traqueia é apenas um exemplo em que a Homeopatia pode colaborar para a saúde dos animais onde a medicina convencional não alcança. Os benefícios não se limitam somente ao bem-estar gerado pelo controle sobre a doença, mas também aos custos do processo, já que o medicamento homeopático é sensivelmente mais barato que medicamentos alopáticos, e também na ausência de efeitos colaterais do tratamento, que a longo prazo podem prolongar a vida dos nossos amigos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Revendo Conceitos


Eu tive a chance de ver este vídeo nesta semana. O médico em questão apresenta uma visão interessante de medicina. É parecida com a que foi proposta por Hahnemann, o criador da Homeopatia, no início do século XIX.

Atitudes como a esta fazem com que cada vez mais o paradigma médico atual tenha que se acostumar com a existência de outras formas de ver a saúde, o corpo e a interação médico-paciente. A longo prazo, talvez tenhamos menos preconceito e o uso mais disseminado de terapias focadas no doente como um todo, entre elas, a Homeopatia.

Aproveitem!

André Paduan

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Por que levar meu animal ao veterinário homeopata?

          SAPERE AUDE*

          Em março de 2011 eu escrevi um post intitulado "Quando levar seu animal ao vet homeopata", se você ainda não leu, sugiro que leia, se já leu, aproveite para relembrar. A fim de continuar o raciocínio, volto a abordar este tema, mas agora gostaria de iniciar um projeto de educação continuada de tutores de animais de estimação (todas as observações feitas aqui podem ser extrapoladas para a saúde humana). Lembrando que, tanto eu quanto meus colegas que também escrevem aqui, somos formados em escolas tradicionais de medicina veterinária, portanto a escolha por uma outra medicina, a homeopática, foi feita com base em necessidades anteriormente não satisfeitas.
          Até onde sei, somos livres para optarmos pela vida que queremos. Também suspeito que para realmente optar, precisamos ter conhecimento claro sobre as opções que estão à nossa frente. Sem conhecimento e clareza não é possível optar e ficamos presos às decisões externas do que é melhor para nós. Como  vivemos em uma sociedade mecanicista e somos inundados com essa linha de pensamento desde que pisamos neste mundo (na televisão, nas revistas, jornais, propagandas, religiões, etc), portanto se torna natural que pensemos que não existe outra opção. Não ter outra opção é cruel e aqui dou meu testemunho. Ao perceber, logo na faculdade, que eu precisava de uma outra forma de abordar a saúde dos animais e não sabendo que havia outra opção que não fosse apenas complementar à medicina tradicional que estava aprendendo, fiquei num limbo bem desconfortável, até (quem procura acha) ser apresentada ao meu professor de homeopatia. A partir deste dia senti o conforto da liberdade de escolha. Apesar da responsabilidade que isso implica, poder olhar com conhecimento e escolher é de um prazer indescritível. Portanto, vou me aventurar na difícil arte de passar o conhecimento para que outras pessoas possam gozar dessa mesma liberdade. Espero ser capaz de fazer isso.
          Como já vimos em outros posts, ao considerar a homeopatia, a pergunta que se deve fazer não é exatamente: "a homeopatia trata isso?", mas sim "a homeopatia preenche as minhas expectativas dentro da dinâmica saúde-doença?". Primeiro seria interessante saber o que é saúde e o que é doença.
          A descrição de saúde de que dispomos está no parágrafo 9 do "Organon da Arte de Curar" de Samuel Hahnemann que transcrevo aqui para reflexão:
          "No estado de saúde, a força vital de natureza imaterial (autocracia), que dinamicamente anima o corpo material (organismo), reina com poder ilimitado e mantém todas as suas partes em admirável atividade harmônica, nas suas sensações e funções, de maneira que o espírito dotado de razão, que reside em nós, pode livremente dispor desse instrumento vivo e são para atender aos mais altos fins de nossa existência." ("espírito dotado de razão" - porção imaterial do corpo vivo).
          Agora a descrição de doença, retirada do mesmo livro (parágrafo 11):
          "Quando o homem adoece, essa força vital de natureza imaterial de atividade própria, presente em toda parte no seu organismo (princípio vital), é a única que inicialmente sofre a influência dinâmica hostil à vida, dum agente morbígeno, é somente o princípio vital, perturbado para uma tal anormalidade, que pode fornecer ao organismo as sensações desagradáveis e impeli-lo, dessarte, a atividades irregulares a que chamamos doença; pois essa força invisível por si mesma e apenas reconhecível por seus efeitos no organismo, torna conhecida sua perturbação mórbida apenas pela manifestação de doença nas sensações e funções (a parte do organismo acessível aos sentidos do observador e médico), isto é,  por sintomas mórbidos, e não pode torná-lo conhecido de outra maneira."

          Simplificadamente é isso. Importante notar que tudo aqui gira em torno da Força ou Energia Vital, imaterial, dinâmica e responsável pela vida e sensações orgânicas:
          Parágrafo 10: "O organismo material, destituído da força vital, não é capaz de nenhuma sensação, nenhuma atividade, nenhuma autoconservação; é somente o ser imaterial, animador do organismo material do estado são e no estado mórbido (o princípio vital, a força vital), que lhe dá toda sensação e estimula suas funções vitais."
          A saúde e a doença têm como base a Energia Vital. O organismo material nos mostra os sinais do desequilíbrio por meio de sintomas individuais,  diversos e claros para um bom observador. Não é apenas ser capaz de perceber que o animal se coça, mas conseguir enxergar que ele coça mais pela manhã e muito mais do lado direito e que quando coça a pele não se altera, ou então que quando coça a pele sangra. Todo detalhe é importante, pois expressa de forma fiel o processo doentio que acomete aquele indivíduo levando ao medicamento correto para o tratamento.
         Começar a compreender os caminhos seguidos para a cura de um mal e a forma de raciocínio de um médico (vet ou não) homeopata é o primeiro passo para responder a pergunta que coloquei no título do post: "Por que levar meu animal ao veterinário homeopata?"
       


          * Sapere aude"ouse saber" ou "atreva-se a saber", por vezes traduzido como "tenha a coragem de usar o seu próprio entendimento"
       

segunda-feira, 19 de março de 2012

Sobre as Diferentes Escolas Homeopáticas

          Estou escrevendo esse post, pois já percebi que acabo sempre escrevendo a mesma coisa pras pessoas que me chamam de radical ou que dizem que a homeopatia tem várias escolas. Então, pretendo que, tendo já escrito o principal, possa apenas colar este link. Questão de otimização de tempo.

          Vamos lá:
          A homeopatica ou Medicina Homeopática foi desenvolvida pelo médico alemão Samuel Hahnemann (o nome abreviadinho). Ele, baseando-se em seu conhecimento em medicina, observações das reações dos pacientes e em seu conhecimento multifatorial (medicina, química, física, filosofia, diversos idiomas) e em seu trabalho como tradutor de obras (onde adquiriu boa parte de seu conhecimento), chegou à conclusão que a medicina tradicional fazia tudo de forma muito equivocada (sangrias, purgações por todas as vias) esgotando a vida dos pacientes que normalmente morriam pelo tratamento e não pela moléstia original.
          Hoje já não fazemos sangrias (ao menos a maioria), mas os tratamentos continuam minando a vida dos pacientes de forma crônica, constante e gradual.
          Hahnemann não se contentou apenas com seu descontentamento e largou aquela prática médica que havia aprendido na escola e se dedicou a encontrar uma saída para o sofrimento dos seres vivos. Aos poucos ele foi encontrando muito material que o ajudou na construção da Homeopatia. Essa Medicina nova que nascia para a prática foi se desenvolvendo por meio de experimentações e comprovações e tudo foi registrado em livros.
          Tudo que esse médico desenvolveu há 200 anos ainda funciona perfeitamente até hoje quando apenas se pratica aquilo que está em seus livros. Então fica uma pergunta: para que inventar outras formas de utilização da Medicina Homeopática se a forma original é, mesmo depois de tanto tempo, totalmente útil e capaz em si mesma? E outra ainda: como mudar os fundamentos de uma prática e continuar dando a ela o mesmo nome?

Vou discorrer:
          Na homeopatia temos leis para aplicação e leis de cura (não são leis impostas, mas observadas na natureza - como ela reage aos estímulos - e descritas).

  • A primeira lei da homeopatia é a Lei dos Semelhantes (Similia similibus curentur - o semelhante que se cure pelo semelhante) - essa é uma lei natural observada: uma doença é curada tão logo o paciente receba um estímulo semelhante ao conjunto de sintomas que apresenta. Um médico que não observa a totalidade dos sintomas dignos de tratamento naquele momento para ministrar o medicamento, já começa não praticando Homeopatia, nem que ele mesmo queira se autodenominar Homeopata.
  • Outra lei que posso citar é a Experimentação no homem Saudável: nenhum medicamento poderá ser chamado homeopático ou ainda ser usado na Medicina Homeopática se não foi previamente testado e se não teve seus sintomas de intoxicação anotados por pessoas de alta capacidade de observação e neutralidade suficiente. Como poderá um médico que se diz homeopata, usar um extrato de alguma coisa, como por exemplo pulgas, dinamizando (processo de fabricação de medicamentos homeopáticos) e falando que isso vai curar pulgas? (pode ser que cure a pulga, mas não diria o mesmo do hospedeiro dela). Como pode alguém que se denomina homeopata, saber se está aplicando a Lei dos Semelhantes se não tem material para comparar o conjunto de sintomas que o paciente apresenta? Como vou saber se são semelhantes? 

          Não estou dizendo aqui que tais ações não funcionam para aliviar dores ou acabar com pulgas de fato, mas estou AFIRMANDO que não se trata de Homeopatia. Podem usar tais terapias, mas batizem-nas com outro nome tais como: bioterapia, nosodioterapia, isoterapia, etc. Sejamos honestos para com nossos pacientes/clientes.

  • Outra lei da homeopatia é o das doses infinitesimais. Essa lei assegura que para que haja um efeito suave e duradouro, a substância medicamentosa deve ser diluída e passar por um processo que desperta seu poder vital (agitações específicas denominadas sucussões). Em homeopatia, como se pode notar nas obras de Hahnemann, é considerado utilizar potências acima de 6. Isso quer dizer que a substância passou por diluições de 1:100 6 vezes, além de ter sofrido sucussão em todo processo. Então como um médico que se diz homeopata pode usar a substância medicamentosa bruta (sem passar por tais processos) e dizer que está praticando homeopatia?
  • Mais uma lei que não pode ser esquecida é a de medicamento único: não tem como praticar a lei dos semelhantes dando mais de um medicamento de cada vez. Uma vez que as substâncias foram experimentadas de forma isolada (cada sujeito do experimento tomou só 1 substância de cada vez), não teria como eu comparar a síndrome sintomatológica do paciente se misturar várias substâncias no tratamento. Mal conhecemos os efeitos de suas interações e já se sabe que algumas agem de forma antagônica às outras e que tem aquelas que se somam em sua ação. Então, um médico que se diz homeopata e passa complexos (várias substâncias misturadas no mesmo frasco) ou diversos medicamentos para serem tomados ao mesmo tempo repetidamente está agindo de má fé, pois não estou dizendo que não funciona, o paciente pode melhorar, mas estou dizendo que Não É Homeopatia. É só dar outro nome ao tratamento e tudo bem usar das mesmas ferramentas. Ao menos o paciente/cliente não estará comprando gato por lebre. 

          A homeopatia e a alopatia são medicinas contrárias (isso não é teoria, mas observação). Não existe a menor possibilidade de usá-las em conjunto de forma terapêutica e ainda denominar-se homeopata. Um alopata pode utilizar-se de Medicamentos Homeopáticos (esse nome, para mim, é o cerne de toda a confusão, pois a maior parte dos leigos acha que homeopatia é um vidrinho com bolinhas de açúcar) para praticar alopatia, já que o medicamento é apenas uma ferramenta. Da mesma forma, uma faca de mesa pode ser usada como arma ou como chave de fenda uma vez que não encerra em si a sua função e esta fica ligada ao objetivo de quem a utiliza. Medicamentos dinamizados (chamados horrorosamente de homeopáticos) são ferramentas que podem ser utilizados de forma vitalista, holista, homeopática ou de forma mecanicista, organicista, alopática, só vai depender de quem está utilizando e do seu nível de conhecimento acerca dos benefícios da ferramenta.
          Por isso esteja atento ao que faz seu médico e se ele está sendo honesto acerca daquilo que denomina homeopatia. Ha ainda quem simplesmente ignore o que Hahnemann escreveu, dizendo que isso está ultrapassado. Ultrapassado de que forma? Não funciona mais? Isso é possível desmentir com o número de casos de cura com a utilização apenas do que Hahnemann descreveu. Então pra que mudar? Vaidade? Vontade de promoção pessoal? Tudo bem, existem várias formas de se obter alívio, o mais importante é saber exatamente o que está sendo feito. Isso faz parte da ética que os colegas tanto primam.
          Lendo isso, mais este post sobre como achar um bom homeopata, pode ajudar muita gente a trilhar pelo caminho que realmente deseja.

Abraços.