sábado, 20 de outubro de 2012

segunda-feira, 8 de outubro de 2012


Olá!

Hoje vou comentar um pouco a história de um cão, golden retriever, que passou os quatro últimos anos de sua vida tomando Homeopatia.

Ele iniciou o tratamento Homeopático comigo apresentando alguns problemas de pele, muitos carrapatos, engasgos e leve fraqueza nos membros posteriores.

Resumidamente, apresentava uma clínica sugestiva de displasia coxofemoral, espondilose deformante (coluna) e colapso de traquéia (vide texto anterior). Tomava um medicamento alopático para os engasgos já há alguns anos.

Inicialmente foram belos os resultados para os engasgos e para pele. Retiramos aos poucos o medicamento alopático, além da proprietária seguir à risca minhas recomendações quanto à alimentação, higiene, prevenção de carrapatos, vermes e de doenças em geral, e remoção de obstáculos à cura.

Ao longo do tempo foi apresentando muita fraqueza nos posteriores, que, como previsto, se agravava com a idade.

Sempre sob os diligentes cuidados de sua proprietária, reagia muito bem aos medicamentos que eu prescrevia em cada circunstância de sua doença. Melhorava apetite, disposição e a locomoção.

No último ano de sua vida, houve um declínio maior e passou a ficar deitado a maior parte do tempo. Nem por isso formou escaras, conforme seria esperado. Apresentou bicheiras algumas vezes, que eram removidas e a ferida cicatrizava rapidamente.

Na véspera do seu último dia ainda levantou-se para fazer suas necessidades e alimentou-se de um de seus alimentos favoritos.

            Em um quadro semelhante, um cão tratado convencionalmente dificilmente ainda consegue andar, forma muitas escaras e perde o apetite completamente. Sem falar nos efeitos dos medicamentos alopáticos que levam o animal a um quadro de insuficiência renal e a um estado de enjôo constante com vômitos. Tudo se torna tão doloroso que a vontade se sacrificar o animal nesse momento é comum por parte dos donos e dos veterinários. Mas existe outra possibilidade de dar conforto ao animal neste momento inevitável.


Um grande abraço!
Camila Steck

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Colapso de Traquéia


O cotidiano de uma clínica pode ser bastante tranquilo, algumas vezes. Casos dermatológicos simples, alguns vômitos, vacinação... Mas esporadicamente. os veterinários se verão à frente de um problema que parece querer ridicularizá-los. Quando o cãozinho, já tratado com sucesso de todas as outras inúmeras aflições que o atingiram surge com aquela insuportável tosse seca. 

Geralmente piora à noite, quando o responsável chega em casa ou na hora de ir passear. Algumas vezes parece mais um engasgo, outras tomam a forma de acessos violentos que desesperam os humanos ao redor, dando a sensação (para as pessoas e para os animais) de que um sufocamento é iminente. Em alguns casos, uma espuma grossa é formada na boca do cão, dando a aparência de êmese. Temos um caso de colapso de traqueia.

A medicina convencional ainda não chegou a conclusão do que pode causar tal situação, deixando os clínicos desesperados atrás de um paliativo minimamente eficiente. Busca-se uma causa bacteriana, uma inflamação idiopática ou qualquer coisa para a qual exista um tratamento senão definitivo, pelo menos protocolado. Porém, dificilmente se consegue um alívio razoável para esta situação.

De fato, casos assim são responsáveis por um porcentagem altíssima do serviço de homeopatia do Hospital Veterinário da Universidade de São Paulo (HOVET-USP), inicialmente devido a necessidade dos clínicos gerais de tentar uma última alternativa para seus pacientes sofridos e proprietários desesperançosos. Posteriormente, devido ao reconhecimento criado pela experiência prática de que é um tratamento com uma eficácia bastante superior em casos assim.

Como diversas outras condições na área de saúde, não é esperado uma cura completa para o colapso de traqueia, mas é possível estipular um tratamento eficaz durante a crise e organizar uma maneira de reduzir a frequência e intensidade dessas. Isso graças a uma visão diferente sobre saúde, que cria o foco sobre o animal como um todo. Além de agir no ponto afetado, a Homeopatia envolve também situações colaterais, como a ansiedade, muitas vezes presente em cães com este distúrbio. 

O colapso de traqueia é apenas um exemplo em que a Homeopatia pode colaborar para a saúde dos animais onde a medicina convencional não alcança. Os benefícios não se limitam somente ao bem-estar gerado pelo controle sobre a doença, mas também aos custos do processo, já que o medicamento homeopático é sensivelmente mais barato que medicamentos alopáticos, e também na ausência de efeitos colaterais do tratamento, que a longo prazo podem prolongar a vida dos nossos amigos.